sexta-feira, 06/11/2026

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Diário de Maringá

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Mãe é presa após transportar corpos de filhos em carro até cidade vizinha, revela delegado

Uma tragédia abalou a comunidade de Itambaracá e região nesta semana. Franciele Gawleta, mãe de duas crianças, de 1 e 5 anos, confessou ter cometido o assassinato dos filhos e deixado os corpos em…

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Uma tragédia abalou a comunidade de Itambaracá e região nesta semana. Franciele Gawleta, mãe de duas crianças, de 1 e 5 anos, confessou ter cometido o assassinato dos filhos e deixado os corpos em um carro abandonado próximo a uma ponte entre Bandeirantes e Itambaracá. A informação foi confirmada pelo delegado Denner Roque, da Polícia Civil do Paraná.

Segundo a investigação, Franciele teria sufocado as crianças em Arapongas, onde a família residia. Após cometer o crime, ela percorreu cerca de 145 quilômetros até o local onde os corpos foram encontrados. O delegado relatou que, antes de ser presa, a mãe enviou mensagens a um familiar pedindo para que alguém fosse até o carro, afirmando que havia deixado o veículo aberto.

A prisão de Franciele ocorreu na quarta-feira (4), quando ela foi abordada por policiais militares em um pesqueiro nas proximidades. Durante a abordagem, ela admitiu, de maneira evasiva, que havia tirado a vida dos filhos. O caso gerou uma série de questionamentos sobre as circunstâncias em que as mortes ocorreram.

Além da tragédia em si, a situação familiar da mãe e do pai das crianças também é preocupante. Conforme apurado, havia uma disputa judicial pela guarda dos pequenos, o que pode ter sido um fator relevante no caso. O pai, que reside em Itambaracá, e a mãe, em Arapongas, estavam em conflito, mas ainda não há confirmação de que essa batalha judicial tenha motivado o crime.

A defesa de Franciele, representada pela advogada Nádia Guaita Calixto Alves, se manifestou, afirmando que a cliente está colaborando com as investigações e que todas as alegações serão analisadas no devido processo legal. A advogada ressalta que conclusões precipitadas podem ser prejudiciais aos direitos da acusada e pede cautela na cobertura do caso.

Enquanto isso, os corpos das crianças foram encaminhados para a Polícia Científica, e a Polícia Civil segue investigando a fundo as circunstâncias que levaram a essa tragédia. A comunidade está em choque, e o caso continua a repercutir, levantando discussões sobre saúde mental e o impacto de disputas familiares na vida de crianças inocentes.