domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Curitibana que ficou paraplégica após acidente com galho faz nove terapias e se mantém esperançosa em voltar a andar

Após um acidente trágico que a deixou paraplégica, Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, compartilhou sua jornada de superação em uma entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. O incidente ocorreu em…

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Após um acidente trágico que a deixou paraplégica, Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, compartilhou sua jornada de superação em uma entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. O incidente ocorreu em junho, quando um galho de árvore caiu sobre ela na Praça Osório, em Curitiba. Mesmo diante da dificuldade, Ana mantém a esperança de voltar a andar e tem se dedicado a diversas terapias, incluindo a equoterapia, que começou no início de outubro.

A jovem falou sobre como a equoterapia está contribuindo para sua recuperação. “Estou tendo percepções do meu corpo que não tinha antes”, afirmou, demonstrando otimismo em relação aos resultados que essa terapia pode trazer. A fisioterapeuta Giovanna Bonoto destaca que essa prática não só ajuda fisicamente, mas também oferece benefícios psicológicos, como a autoconfiança.

Recentemente, a Praça Osório voltou a ser notícia após uma nova queda de galhos, que feriu uma mulher e danificou um carro. Em resposta, a Prefeitura de Curitiba retirou seis árvores e podou mais de 100, buscando garantir a segurança da população.

A vida de Ana Beatriz mudou completamente após o acidente. Ela revelou as dificuldades enfrentadas no dia a dia, como o planejamento para sair de casa e a busca por acessibilidade. “Não é a cadeira de rodas que vai me limitar”, disse, mostrando uma determinação admirável em continuar sonhando e buscando novos objetivos.

Além da equoterapia, Ana se dedica a outras oito terapias, incluindo fisioterapia e hidroterapia, e recebeu a aplicação de polilaminina, um tratamento experimental que promete ajudar na regeneração de nervos lesionados. Seu pai, Tiago Cruz, expressou a esperança de que o medicamento possa trazer melhorias, embora reconheça que se trata de um tratamento em fase de estudos.

Com sinceridade, Ana Beatriz admite que o resultado da polilaminina pode não ser o que esperam, mas acredita que é importante ter algo a que se apegar. Ela reflete sobre a necessidade de manter os pés no chão e se adaptar à nova realidade, afirmando que “tá tudo bem ficar assim”.

A Prefeitura de Curitiba tem se mostrado atenta à recuperação de Ana, oferecendo apoio por meio da Secretaria Municipal da Saúde. Em nota, a administração municipal reafirmou seu compromisso em acompanhar a jovem e garantir os cuidados necessários para sua reabilitação.

Crédito da imagem: Jovem atingida por galho em praça começa nova terapia