domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Estudantes de Medicina no Paraná enfrentam expulsões e suspensões por comportamentos inadequados após eleições

Uma polêmica tomou conta da UniCesumar, em Maringá, onde estudantes de Medicina foram expulsos após a troca de mensagens ofensivas em um grupo de WhatsApp. Os alunos foram acusados de promover ataques a colegas…

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Uma polêmica tomou conta da UniCesumar, em Maringá, onde estudantes de Medicina foram expulsos após a troca de mensagens ofensivas em um grupo de WhatsApp. Os alunos foram acusados de promover ataques a colegas bolsistas, associando suas falas a ideais nazistas, especialmente após a recente reeleição de Lula. A universidade, ao concluir a sindicância, optou por aplicar diversas sanções, incluindo desligamentos e suspensões, embora não tenha revelado o número exato de alunos afetados.

O clima na instituição se tornou tenso, com relatos de hostilidade entre os alunos. Um estudante, que preferiu não se identificar, mencionou que as ofensas se intensificaram depois das eleições, sugerindo que o ambiente estava sendo usado como um espaço para expor preconceitos enraizados. “Parece que o contexto da eleição foi apenas um pretexto para eles extravasarem o ódio às pessoas mais pobres”, afirmou.

A situação chamou a atenção do Ministério Público Federal, que já recebeu denúncias e iniciou investigações. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se posicionou, afirmando que as atitudes dos alunos vão contra os princípios éticos fundamentais que regem a formação de profissionais da saúde.

A UniCesumar se pronunciou em nota, reafirmando seu compromisso com a ética e a responsabilidade social, além de repudiar qualquer forma de discriminação. O Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina está disponível para oferecer suporte aos alunos afetados pela situação.

A troca de mensagens, que incluía termos e imagens associadas ao nazismo, gerou revolta entre os estudantes, com alguns defendendo a igualdade de todos na formação médica. Uma aluna se manifestou contra as ofensas, destacando que todos os alunos, independentemente de como entraram na universidade, receberão a mesma formação e sairão com o mesmo registro profissional.

Este episódio não apenas expôs a intolerância dentro de um ambiente acadêmico, mas também levanta questões sobre o que realmente significa formar médicos comprometidos com a saúde e o bem-estar de toda a sociedade.