A cidade de Londrina, no Norte do Paraná, foi palco de uma operação da Polícia Federal que resultou na prisão do vereador carioca Fábio Silva, do Podemos, na manhã desta segunda-feira (19). O parlamentar, que estava na cidade para um casamento, foi localizado na casa de um amigo, no Jardim Quebec, após publicar fotos da cerimônia nas redes sociais.
A prisão de Silva faz parte da Operação Backbone, que visa desmantelar uma rede criminosa ligada ao tráfico de drogas, especificamente ao Comando Vermelho (CV). A operação tem como alvo a exploração de serviços de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, onde a facção impõe um monopólio sobre os provedores de internet. Além do vereador, a mãe e um irmão do rapper Oruam também foram detidos.
O vereador foi levado para o Centro Integrado de Triagem de Londrina. O celular dele foi apreendido, mas a PF ainda não divulgou detalhes sobre seu envolvimento com a facção ou os crimes pelos quais ele é investigado. Enquanto isso, seus familiares foram encaminhados de volta ao Rio de Janeiro.
Fábio Silva se apresenta na Câmara do Rio como empresário e gestor comunitário da Zona Norte, além de ser embaixador do projeto “Onda Carioca” no Complexo do Chapadão. Esta é sua primeira legislatura como vereador. O g1 tentou contato com o partido e com a Câmara Municipal, mas ainda não obteve resposta sobre a situação do parlamentar.
A operação não se limita à prisão do vereador. Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, mãe e irmão de Oruam, respectivamente, também foram alvos de mandados de prisão. O pai do rapper, Márcio Santos Nepumuceno, já está preso e continua a controlar atividades empresariais ligadas à facção, segundo a PF.
As investigações revelaram um esquema em que criminosos armados cortam cabos e incendeiam caixas de provedores de internet concorrentes, forçando moradores e comerciantes a aderirem ao serviço controlado pela facção. No total, 19 mandados de prisão foram cumpridos, além do bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 558 milhões, afetando 40 pessoas físicas e 42 empresas.
Os envolvidos na operação enfrentam acusações graves, incluindo extorsão, atentado contra a segurança de serviços públicos e lavagem de dinheiro. A situação continua a se desenrolar e a comunidade local observa atentamente os desdobramentos dessa grande operação contra o crime organizado.



