domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Processo da paranaense detida na Indonésia com cocaína em xampu deve durar até um ano e meio, afirma advogado

A situação da paranaense Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, tem gerado grande preocupação em sua cidade natal, Cascavel, no oeste do Paraná. Ela foi detida na Indonésia com 3,6 kg de cocaína…

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A situação da paranaense Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, tem gerado grande preocupação em sua cidade natal, Cascavel, no oeste do Paraná. Ela foi detida na Indonésia com 3,6 kg de cocaína líquida, escondida em frascos de cosméticos, e enfrenta um processo que pode levar entre um ano e um ano e meio até uma condenação definitiva. O advogado designado pelo Ministério da Justiça, Gustavo Paiva, está acompanhando o caso e revelou que a investigação ainda está em andamento.

Thania foi presa em 6 de outubro, logo após desembarcar no aeroporto de Bali. Desde então, permanece detida em uma unidade policial, enquanto as autoridades locais apuram os detalhes do caso. Até o momento, não houve uma denúncia formal apresentada à Justiça. Imagens de câmeras de segurança do aeroporto mostram a brasileira passando pela fiscalização, o que levanta ainda mais questões sobre a situação.

Conforme as autoridades indonésias, a apreensão de Thania é uma das maiores de cocaína líquida já registradas na região de Bali. O advogado Paiva explicou que, assim que a investigação for finalizada, o caso será encaminhado à Procuradoria, que decidirá se apresentará uma denúncia por tráfico internacional de drogas. Ele ressaltou que o processo na Indonésia pode ser demorado, com prazos que variam conforme o andamento do caso.

A paranaense confessou que transportava a droga e que receberia cerca de US$ 50 mil para entregá-la a outra pessoa em Bali. Essa confissão pode ser um fator a ser considerado na hora de definir a pena, embora a quantidade de droga e a maneira como foi escondida também serão levadas em conta. A legislação indonésia é bastante severa, prevendo penas que podem chegar à prisão perpétua ou até à morte para crimes relacionados ao tráfico.

Atualmente, Thania continua presa enquanto aguarda a conclusão das investigações. O Itamaraty informou que está prestando assistência consular à brasileira e que a família foi atualizada sobre sua situação. Thania, segundo seu advogado, está calma e cooperando com as autoridades. No entanto, a incerteza sobre o futuro é grande, já que sua condenação ainda não foi decidida.

Além disso, uma possível transferência para o Brasil, caso Thania seja condenada, dependerá de uma série de fatores legais e acordos internacionais. Neste momento, o foco permanece nas investigações e no processo judicial que se desenrola na Indonésia.

Crédito da imagem: Paranaense é presa com cocaína líquida na Indonésia