Uma situação alarmante no Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, levou a Secretaria de Educação do Paraná (SEED-PR) a agir rapidamente. Na última segunda-feira, uma estudante encontrou uma câmera no banheiro feminino da escola, resultando na solicitação do afastamento da direção da instituição. A descoberta, que ocorreu no dia 19 de setembro, levantou sérias preocupações sobre a privacidade dos alunos.
O secretário de Educação, Roni Miranda, reafirmou a proibição de câmeras em banheiros e vestiários em qualquer escola do estado. “É uma questão óbvia de não colocar câmera dentro do banheiro”, comentou, destacando que já existem leis federais sobre o assunto. A nova resolução da SEED-PR enfatiza que a instalação de tais dispositivos é estritamente proibida.
Após a denúncia, a Polícia Civil e a SEED-PR realizaram uma vistoria na escola nesta quarta-feira, mas não encontraram outras câmeras nos banheiros. A câmera encontrada foi apreendida, e um inquérito policial já foi aberto para investigar o caso. A direção do colégio, embora tenha confirmado a instalação de câmeras, negou que elas estivessem direcionadas para as cabines, argumentando que estavam voltadas apenas para as entradas dos banheiros.
Alunos, no entanto, se sentiram invadidos. Alessa Gabriele, uma das estudantes afetadas, expressou sua indignação: “Eu me senti invadida, porque é o meu corpo que estavam vendo”. A situação causou um clima de insegurança entre os alunos, que não foram informados sobre a presença de câmeras nos banheiros.
O colégio, por sua vez, emitiu uma nota esclarecendo que as câmeras tinham a intenção de monitorar acessos e garantir a segurança, mas que um estudante invadiu a sala dos monitores e divulgou informações sobre o sistema de monitoramento. Além disso, atos de vandalismo foram registrados, com a remoção forçada das câmeras pelos alunos.
A SEED-PR reforçou que a instalação de câmeras em locais que possam comprometer a privacidade dos estudantes não é aceita nas escolas estaduais. Uma comissão foi criada para apurar os fatos e garantir que a segurança e a dignidade dos alunos sejam respeitadas. O caso gerou grande repercussão e os responsáveis pelas escolas precisam estar atentos às diretrizes que garantem a proteção dos alunos.



