domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Endometriose e a possibilidade de engravidar naturalmente: o que você precisa saber

O diagnóstico de endometriose pode trazer à tona uma série de preocupações, e uma das mais comuns entre as mulheres é: “e se eu quiser ter um filho?”. Antes de entrar em detalhes sobre…

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O diagnóstico de endometriose pode trazer à tona uma série de preocupações, e uma das mais comuns entre as mulheres é: “e se eu quiser ter um filho?”. Antes de entrar em detalhes sobre tratamentos e dores, muitas se perguntam se ainda é possível realizar esse sonho de maternidade.

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o útero cresce fora dele, gerando inflamações e, em alguns casos, fazendo com que órgãos da pelve fiquem grudados. Esses fatores podem impactar as chances de engravidar, uma preocupação que atinge de 25% a 50% das mulheres que enfrentam dificuldades nesse aspecto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, é importante ressaltar que nem todas que têm a doença terão problemas para conceber.

O caminho para a gravidez pode ser mais complicado do que parece. Em casais sem dificuldades de saúde, de cada 100 mulheres que tentam engravidar, cerca de 20 conseguem a cada mês. Para aquelas com endometriose, essa taxa cai drasticamente, variando entre 2% e 10%. Isso significa que, em um período mais longo de tentativas, muitas mulheres acabam conseguindo engravidar, embora isso possa levar mais tempo.

Dentre os fatores que podem dificultar a gestação estão a inflamação na pelve, que cria um ambiente desfavorável, a presença de aderências que podem afetar as trompas e ovários, além de cistos que reduzem a reserva ovariana. A dor durante a relação sexual também pode influenciar na frequência das tentativas. No entanto, é fundamental lembrar que cada caso é único: muitas mulheres com endometriose engravidam sem dificuldades, dependendo do tipo e da gravidade da doença.

Se você está se perguntando se é possível engravidar com endometriose, a resposta é sim, embora as chances sejam diminuídas. O tratamento cirúrgico pode ser uma opção em alguns casos, mas outros fatores também pesam na equação, como a idade da mulher, a reserva ovariana e o tempo que ela já está tentando engravidar. Além disso, é essencial considerar o papel do parceiro, já que a fertilidade é uma questão que envolve ambos. Um simples exame, como o espermograma, pode ajudar a descartar problemas do lado masculino.

Nem todas as mulheres com endometriose precisam de tratamento para engravidar. Quando a dificuldade é real, existem várias opções disponíveis, que vão desde a cirurgia até tratamentos de reprodução assistida, como inseminação e fertilização in vitro. A OMS alerta que os resultados cirúrgicos em relação à gravidez dependem da extensão da doença e dos tratamentos hormonais, que nem sempre são indicados para quem deseja engravidar.

O diagnóstico de endometriose não é uma sentença, e cada mulher deve ser avaliada individualmente, levando em conta seus sintomas, idade e planos reprodutivos. O acompanhamento com um especialista em reprodução pode ser fundamental, mesmo após a cirurgia. Isso ajuda a definir o melhor caminho e o momento apropriado para tentar uma gravidez.

Com mais de uma década de experiência em atender mulheres com endometriose, o cirurgião Tiago Castilho se dedica a avaliações personalizadas e utiliza técnicas minimamente invasivas para os procedimentos. O cuidado 360º é um diferencial que ele oferece, preparando e recuperando suas pacientes de forma estruturada. Se você busca mais informações ou deseja agendar uma consulta, entre em contato pelo telefone (44) 99169-8161.

Tiago Castilho é Cirurgião Oncológico especializado em Cirurgia Ginecológica e Cirurgia de Endometriose Profunda, com mestrado e doutorado na área. CRM-PR 22590 | RQE 2911 | RQE 844.