Uma situação preocupante envolvendo o transporte irregular de pessoas em situação de vulnerabilidade social de São José dos Pinhais, no Paraná, para Joinville, em Santa Catarina, está sob investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A denúncia, que veio à tona nos últimos dias, revela que essas pessoas foram deixadas em Joinville sem um destino claro ou apoio adequado.
A prefeitura de Joinville confirmou que, em um primeiro registro, uma van da prefeitura paranaense foi identificada no início de julho, circulando na área da Rodoviária local. A equipe da Secretaria de Segurança Pública de Joinville começou a monitorar o veículo, que foi visto novamente em outubro, quando desembarcou um grupo de pessoas aparentemente em situação de rua.
Na ocasião, guardas municipais foram acionados por um fiscal e encontraram a van estacionada. O motorista e uma assistente social, que se identificaram como servidores de São José dos Pinhais, alegaram que estavam transportando o grupo para oportunidades de emprego em Joinville. Contudo, a veracidade dessas alegações está sendo questionada, especialmente porque parte dessas instituições já está sendo investigada por exploração de mão de obra.
Além do grupo mencionado, a Guarda Municipal também abordou uma família de imigrantes venezuelanos que chegou à cidade com a mesma proposta de trabalho, mas que tinha a intenção de ir para Barra Velha. A Secretaria de Assistência de Joinville ofereceu apoio, mas o atendimento foi recusado.
A Prefeitura de São José dos Pinhais, por sua vez, está apurando as circunstâncias do caso. Em nota, ressaltou que o transporte de pessoas em situação de vulnerabilidade deve ser feito com rigorosos critérios de avaliação e acompanhamento, o que levanta questionamentos sobre a adequação das práticas atuais.
O MPSC também está coletando informações para entender melhor o perfil das pessoas envolvidas e as condições em que esses transportes vêm ocorrendo. O desfecho dessa investigação pode trazer importantes implicações para a assistência social regional e a proteção dos direitos dos mais vulneráveis.



