domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Médico do Paraná continua recebendo salário mesmo após afastamento por irregularidades em hospital

A situação do médico Rodrigo Felipe Amparado, que foi afastado de suas funções no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no Paraná, acende um alerta em toda a comunidade. O profissional, que montou um…

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A situação do médico Rodrigo Felipe Amparado, que foi afastado de suas funções no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no Paraná, acende um alerta em toda a comunidade. O profissional, que montou um “quarto” em um centro cirúrgico desativado da unidade, está no centro de uma investigação por diversos crimes, incluindo ameaças e tortura. Desde o seu afastamento, em 8 de julho, ele continua recebendo salário, o que gerou questionamentos entre os cidadãos da região.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) revelou que, além de utilizar o espaço de forma irregular, Amparado teria intimidado funcionários com ameaças, criando um ambiente de medo e opressão. A promotora de Justiça Marina Campos Corrêa destacou que “todo mundo tinha realmente muito medo dele”, e casos de ameaças à família de uma colega de trabalho foram registrados. O médico é réu em processos que envolvem desde perseguições até tortura.

A defesa de Amparado afirma que todas as determinações judiciais estão sendo seguidas, mas a situação gera desconforto em um município que precisa de um sistema de saúde confiável. A Prefeitura de Itaúna do Sul, ao justificar o pagamento do salário do médico, declarou que está seguindo ordens da Justiça e que a apuração interna sobre o caso ainda está em andamento.

Rodrigo Felipe Amparado, que também atende em Nova Londrina, foi preso preventivamente em junho, mas teve sua prisão convertida em tornozeleira eletrônica em julho. Mesmo com as acusações graves, ele continua recebendo seus vencimentos, o que causa indignação entre os cidadãos que esperam uma resposta mais rápida e eficaz das autoridades.

As denúncias que levaram à investigação surgiram de servidores municipais que relataram a apropriação do cômodo e as intimidatórias ameaças que sofreram. O MP apurou que o médico criou um ambiente de arbitrariedades e perseguições. Além de sua própria conduta, sua esposa, que também é ré em processos relacionados, foi exonerada de seu cargo após a revelação das irregularidades.

Enquanto a apuração continua, a população de Itaúna do Sul aguarda não apenas por justiça, mas também por um ambiente de trabalho seguro e ético nas instituições de saúde. O caso do médico Amparado serve como um lembrete da importância de uma vigilância constante sobre os profissionais que exercem funções sensíveis e de grande responsabilidade.