Um episódio polêmico envolvendo o deputado estadual Tito Barrichelo e sua esposa, Tathiana Guzella, vem ganhando atenção em todo o Paraná. O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o casal e um policial civil por realizar uma operação policial sem a devida autorização da Polícia Civil, em um caso ocorrido em março de 2024.
Na ocasião, o trio divulgou um vídeo nas redes sociais e em um canal de televisão, mostrando uma tentativa de cumprimento de um mandado de prisão. Nas imagens, Barrichelo aparece armado com um fuzil e vestindo um colete à prova de balas, enquanto Tathiana, também com colete, acompanha a ação. O deputado justificou a operação, afirmando que buscavam um homem envolvido em um caso de tentativa de homicídio contra um advogado de Curitiba.
Ambos, que ocupam cargos de destaque na política, estavam afastados de suas funções na Polícia Civil na época, com Tito atuando como deputado estadual e Tathiana como assessora parlamentar. A denúncia aponta que a ação deles constituiu abuso de autoridade, uma vez que utilizaram suas posições para promover uma imagem pública, além de configurar porte ilegal de arma, já que a operação foi realizada com um fuzil sem autorização.
Vale ressaltar que, meses após o incidente, Tathiana foi eleita vereadora de Curitiba pelo PL, recebendo um expressivo número de votos. A denúncia do MPPR também revela que o mandado de prisão estava relacionado a descumprimento de medidas protetivas em um caso de violência doméstica, mas a divulgação associou o ato a um homicídio, gerando ainda mais controvérsia.
Com a denúncia agora formalizada, a Justiça concedeu um prazo de 15 dias para que os denunciados apresentem suas defesas. Tito e Tathiana, por sua vez, emitiram uma nota ressaltando que a apresentação de uma denúncia não implica em condenação e que confiam na justiça para esclarecer os fatos. Enquanto isso, a Polícia Civil informou que não pode abrir um procedimento disciplinar contra os envolvidos, devido ao afastamento para exercício de cargos eletivos.



