domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Cheia histórica nas Cataratas do Iguaçu completa 12 anos com vazão impressionante de 30 vezes a média habitual

Em junho de 2014, a cheia histórica das Cataratas do Iguaçu impressionou a todos, com uma vazão que atingiu impressionantes 46 milhões de litros por segundo, superando em mais de 30 vezes a média…

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Em junho de 2014, a cheia histórica das Cataratas do Iguaçu impressionou a todos, com uma vazão que atingiu impressionantes 46 milhões de litros por segundo, superando em mais de 30 vezes a média habitual. Agora, imagens dessa época voltam a circular após a recente elevação do nível das águas, que, na última quarta-feira (14), atingiu 15,8 milhões de litros por segundo, ultrapassando a passarela que permite a observação das quedas.

Essas cenas mostram a força avassaladora da correnteza, que quase encobriu a passarela, mas, felizmente, a estrutura permaneceu firme. O segredo da resistência está nas fundações, que foram projetadas para se fixar diretamente na rocha do leito do Rio Iguaçu. A passarela atual, construída na década de 1990, utiliza a técnica de estaca-raiz, que consiste em perfurações que se ancoram na rocha, proporcionando uma base sólida capaz de suportar grandes forças.

O engenheiro Vinicius Lorenzi, da Fungeo, responsável pelas fundações, destaca que essa técnica foi escolhida exatamente pela sua robustez. “A estaca-raiz é projetada para absorver grandes esforços, garantindo a segurança da estrutura, mesmo diante das cheias”, explica. A força da correnteza, especialmente durante as grandes cheias, é um fator crucial que as fundações precisam suportar, além do peso da passarela e dos visitantes.

A construção da passarela atual foi iniciada em 1992, após a antiga estrutura, inaugurada em 1970, ter sido levada por uma cheia na década de 1980. Para garantir que a nova passarela fosse segura, a equipe precisou desviar temporariamente o Rio Iguaçu, evitando assim que a água interferisse nas fundações. Apesar de desafios, como enchentes que arrastaram equipamentos, a parte de concreto se manteve intacta.

Após cada cheia, a segurança da passarela é rigorosamente monitorada. Inspeções e medições topográficas são realizadas para garantir que não haja deslocamentos nos pilares. Desde que a Urbia+Cataratas assumiu a gestão, nenhuma alteração significativa foi detectada na estrutura. As avaliações são feitas anualmente, mas podem ser intensificadas após episódios de cheia.

Quando a vazão do rio aumenta, as grades metálicas de proteção são removidas como uma medida preventiva. Isso não significa que a passarela esteja em risco, mas sim que é uma estratégia para permitir que a água flua com menos resistência e evitar que detritos se acumulem na estrutura. Recentemente, em outubro de 2026, essa prática foi novamente adotada diante do aumento das águas, que alcançaram níveis alarmantes.

Essas medidas visam garantir a segurança dos visitantes e a integridade da passarela, permitindo que as Cataratas do Iguaçu continuem a ser um dos cartões-postais mais impressionantes do nosso estado, mesmo em tempos de cheia.