A cidade de Altamira do Paraná, localizada na região central do estado, foi palco de uma das disputas mais acirradas nas últimas eleições presidenciais. No segundo turno, realizado no último domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) por apenas um voto, marcando um resultado histórico e inusitado. Lula totalizou 1.334 votos, enquanto Bolsonaro ficou com 1.333, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com uma população estimada em cerca de 3,6 mil habitantes, Altamira tem suas raízes ligadas à exploração da erva-mate e da madeira. A cidade, emancipada em 1983, já havia mostrado uma dinâmica eleitoral interessante no primeiro turno, onde Bolsonaro havia liderado com 1.260 votos contra os 1.129 de Lula, uma vantagem de 131 votos. Essa reviravolta no segundo turno gerou surpresas e comemorações nas ruas, refletindo a intensidade da polarização política no Brasil.
A prefeita Elza Aparecida da Silva (PSD) comentou sobre a diferença mínima que chamou a atenção de todos. Ela ressaltou que a votação ocorreu sem incidentes e que não se pode generalizar a divisão política da cidade com base em um único resultado. “Cada eleição tem sua própria dinâmica”, afirmou Elza, que também destacou a importância do aumento na participação dos eleitores, já que 2.731 pessoas foram às urnas, em comparação com 2.655 no primeiro turno.
O comparecimento, embora ainda registrasse uma taxa de abstenção de 20,63%, teve um leve aumento em relação ao primeiro turno, onde a abstenção foi de 22,84%. Essa mudança pode indicar um maior engajamento da população com a política local. No total, 2.667 votos foram considerados válidos, enquanto 29 foram em branco e 35 nulos.
A disputa acirrada em Altamira do Paraná é um reflexo do clima político tenso que permeia o país e evidencia a importância do voto em pequenas cidades, onde cada voto pode fazer a diferença. À medida que as eleições se aproximam em 2026, a cidade certamente continuará a ser um ponto de interesse para observadores políticos e eleitores.



