domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Condenada mulher que cometeu homicídio aleatório com machadinha em rua do Paraná

Um crime chocante abalou a cidade de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, onde uma jovem de apenas 20 anos, identificada como Julia Manuella Lino Baptista, foi condenada a 18 anos e nove meses de…

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Um crime chocante abalou a cidade de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, onde uma jovem de apenas 20 anos, identificada como Julia Manuella Lino Baptista, foi condenada a 18 anos e nove meses de prisão pelo assassinato de um homem em situação de rua. O caso, que ocorreu em julho de 2025, levantou questões sobre a vulnerabilidade social e a proteção dos direitos humanos na região.

A investigação conduzida pela Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público do Paraná revelaram que Julia escolheu a vítima, um homem de 45 anos que dormia na calçada, de forma aleatória. De acordo com as autoridades, a jovem saiu do terminal rodoviário da cidade e, armada com um machado adquirido no dia anterior, desferiu nove golpes contra o homem, que não sobreviveu aos ferimentos.

Durante o julgamento, o Tribunal do Júri acatou a acusação de homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O juiz destacou a premeditação do crime e o fato de Julia ter considerado a vulnerabilidade da vítima ao optar por um homem em situação de rua, afirmando que ele “estava muito fácil”.

A defesa de Julia ainda não foi identificada, e a jovem permanece presa desde a data do crime. O caso levanta um debate importante sobre a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade e a responsabilidade da sociedade em garantir a segurança de todos, independentemente de sua condição social.

As imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas foram fundamentais para a rápida identificação e prisão de Julia, que confessou o crime e revelou que já havia planejado assassinar um familiar anteriormente. O caso é um triste lembrete das complexidades sociais enfrentadas em nossa comunidade e da necessidade de atenção às questões de segurança e direitos humanos.