Uma situação alarmante ocorreu em Palotina, no oeste do Paraná, onde uma menina de apenas 2 anos chegou a uma creche com hematomas e manchas de sangue em sua roupa. A criança, que morava com o padrasto de 27 anos há cerca de dois meses, foi levada ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em um estado alarmante, levando os funcionários a acionarem a polícia.
A Polícia Civil investiga o caso, que resultou na prisão do padrasto sob a suspeita de maus-tratos. A mãe da criança, segundo as autoridades, não tinha conhecimento das agressões. O casal já mantinha um relacionamento antes de começarem a viver juntos, e a menina frequentemente ficava sob a responsabilidade do padrasto durante o horário em que a mãe trabalhava.
No dia 21 de setembro, a Justiça decidiu pela prisão preventiva do homem, que já havia sido detido em flagrante no dia anterior. Os ferimentos da criança eram visíveis: hematomas no rosto, lábios, orelhas e costas, além de inchaço no nariz. O delegado Antonio Laercio Sousa, que conduz a investigação, revelou que a menina havia apresentado um ferimento anterior, um corte no queixo, há cerca de 20 a 30 dias, que exigiu pontos.
O padrasto forneceu versões contraditórias sobre como a criança se machucou, ora alegando que ela havia caído sobre uma mesa de mármore, ora dizendo que tinha caído no chão. A polícia agora aguarda os laudos médicos para determinar a gravidade das lesões e entender melhor as circunstâncias que levaram a este caso de violência.
As investigações estão em andamento, e o delegado enfatizou a importância dos resultados dos exames médicos para esclarecer se a menina sofreu mais lesões além das visíveis. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da criança, mas a situação ressalta a necessidade urgente de proteção para as vítimas de maus-tratos em nossa comunidade.



