Uma situação alarmante veio à tona no Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, localizado em Cambé, no Norte do Paraná. Uma aluna encontrou uma câmera no banheiro feminino, levando o Ministério Público do Paraná (MP-PR) a iniciar uma investigação sobre o caso. O episódio, que gerou indignação entre os estudantes e pais, levantou questionamentos sobre a segurança e privacidade dos alunos na instituição.
Segundo informações da RPC, afiliada da TV Globo, a análise da situação será realizada nas esferas cível e criminal pela 4ª Promotoria de Justiça de Cambé. O MP não informou quais crimes estão sendo investigados, mas a situação é levada a sério, dado o impacto emocional e psicológico que a descoberta pode ter causado.
Após a descoberta da câmera, a Secretaria de Educação do Paraná (SEED-PR) tomou medidas imediatas, afastando a diretora e o vice-diretor do colégio. Uma comissão foi formada para avaliar os fatos e investigar a instalação do equipamento. A Polícia Civil apreendeu a câmera encontrada no banheiro feminino e, posteriormente, recolheu outra que estava no masculino.
Relatos de alunas indicam que a câmera estava no local há cerca de três anos, mas a direção do colégio havia afirmado que se tratava de um sensor de fumaça. O colégio confirmou a instalação das câmeras, mas negou que houvesse captação de imagens dentro das cabines, alegando que o equipamento tinha a finalidade de monitorar a segurança nas entradas dos banheiros.
A estudante Alessa Gabriele expressou seu descontentamento, afirmando que se sentiu invadida, uma vez que já havia trocado de roupas no banheiro. A preocupação com a segurança e a privacidade dos alunos é crescente, especialmente após outro estudante ter conseguido fotografar o painel de monitoramento do colégio, revelando que as câmeras estavam captando imagens de áreas sensíveis.
A SEED-PR reiterou que a instalação de câmeras em banheiros e vestiários é estritamente proibida nas escolas da rede estadual do Paraná e que a resolução pertinente ao tema é abordada nas formações dos profissionais da educação. Uma vistoria foi realizada e não foram encontradas câmeras nos banheiros, mas a situação continua sendo avaliada por uma equipe multiprofissional que busca atender a comunidade escolar.
A polêmica gerou um clamor por mais transparência e respeito à privacidade dos alunos, além de um apelo para que medidas efetivas sejam tomadas para evitar que incidentes como este se repitam nas escolas da região.



