domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Morte de criança de 4 anos por influenza gera denúncia contra equipe médica no Paraná

O caso trágico da morte de uma criança de apenas 4 anos no Hospital Comunitário Dr. Lincoln Graça, em Joaquim Távora, está gerando intensa repercussão e indignação entre os moradores da cidade. O Ministério…

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O caso trágico da morte de uma criança de apenas 4 anos no Hospital Comunitário Dr. Lincoln Graça, em Joaquim Távora, está gerando intensa repercussão e indignação entre os moradores da cidade. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou uma equipe de profissionais de saúde, incluindo um médico e uma enfermeira, pela suposta prática de homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, após a criança apresentar complicações de uma infecção por influenza tipo B.

O menino foi internado no hospital em 9 de junho, relatando febre e vômitos, mas, segundo a investigação, um teste essencial para detectar a influenza não foi realizado. O MP destaca que a equipe de saúde falhou em fornecer os cuidados adequados, comprometendo a saúde do pequeno paciente. “Cada um dos denunciados deixou de adotar as providências necessárias e de prestar o acompanhamento contínuo ao paciente”, afirma a denúncia.

A morte da criança, ocorrida no dia seguinte à internação, trouxe à tona falhas na comunicação entre os profissionais de saúde. Embora o médico tenha registrado um pedido de exame, a equipe de enfermagem não seguiu o protocolo de comunicar verbalmente a necessidade do teste, o que resultou na não realização do procedimento. O delegado responsável pela investigação, Jean Paulo da Silva Brunhari, ressaltou que a criança permaneceu sem reavaliação médica adequadamente e sem o encaminhamento necessário para tratamento intensivo, mesmo após a família relatar uma piora no estado de saúde.

A administração do hospital já se manifestou, expressando condolências aos familiares e afirmando que está colaborando com as investigações. A instituição informou que instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos e que a responsabilidade dos profissionais deve ser analisada com base no devido processo legal. Os funcionários envolvidos têm um histórico de dedicação à instituição, e o hospital considera este evento como uma ocorrência isolada em suas carreiras.

Por sua vez, a Prefeitura de Joaquim Távora também se posicionou, lamentando a perda e ressaltando que está prestando todo o apoio às investigações. A administração municipal afirmou que a responsabilidade pela apuração dos fatos recai sobre a Associação Médica, uma vez que se trata de uma entidade privada. A comunidade aguarda ansiosamente por respostas e por justiça nesse caso tão doloroso.

Crédito da imagem: Investigação apura morte de criança em hospital do Paraná