A situação enfrentada por Vanderleia Machado e seu marido, Roberto Carlos Machado, de 60 anos, em um hospital de Londrina, no Norte do Paraná, levantou preocupações sobre a segurança das transfusões de sangue. Durante um procedimento, Roberto recebeu uma bolsa de sangue do tipo A, incompatível com seu tipo O, o que provocou reações adversas imediatas. Vanderleia descreveu o momento como aterrorizante, lembrando-se de ver seu marido passando mal e, em meio ao desespero, chegou a se descontrolar fisicamente, agredindo um dos médicos.
A transfusão ocorreu na Santa Casa de Londrina, onde Roberto estava internado desde a última segunda-feira (19) devido a uma anemia. Após a grave reação à transfusão, ele foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) como medida de precaução, mas felizmente, recebeu alta da UTI nesta sexta-feira (23) e agora se recupera enquanto realiza exames.
Familiares de Roberto documentaram a situação com uma foto da bolsa de sangue, que claramente mostrava a incompatibilidade. Em resposta ao ocorrido, o hospital reconheceu a gravidade do erro e informou que está investigando o caso, buscando entender a falha que levou a esse erro crítico. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também está de olho na situação e anunciou a abertura de uma sindicância para apurar a conduta dos profissionais envolvidos.
A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) se manifestou, classificando o incidente como uma ocorrência “isolada e atípica”, afirmando que não reflete os padrões de segurança do sistema de saúde no estado. O órgão também destacou que a Santa Casa de Londrina opera de maneira independente em relação à rede Hemepar, que gerencia hemocomponentes.
Enquanto Roberto se recupera, a família aguarda respostas e garantias de que situações como essa não se repetirão, enfatizando a importância da segurança em procedimentos médicos que podem ser vitais para a vida dos pacientes.
Crédito da imagem: Paciente passa mal ao receber transfusão de sangue no Paraná



