domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Padrasto é detido após funcionários de creche encontrarem hematomas em menina de 2 anos no Paraná

Uma triste realidade veio à tona em Palotina, no oeste do Paraná, após uma menina de apenas 2 anos chegar ferida a um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Funcionários da creche encontraram a…

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Uma triste realidade veio à tona em Palotina, no oeste do Paraná, após uma menina de apenas 2 anos chegar ferida a um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Funcionários da creche encontraram a criança com hematomas, sangramentos e manchas de sangue em suas roupas, e imediatamente acionaram a polícia.

O padrasto da menina, de 27 anos, foi preso em flagrante na terça-feira (20) sob a suspeita de maus-tratos. A identidade do homem não foi divulgada. Segundo a Polícia Civil, a criança apresentava múltiplos ferimentos, incluindo hematomas no rosto, lábios, orelhas e costas, além de inchaço no nariz, o que levantou sérias preocupações sobre seu bem-estar.

Conforme o delegado Antonio Laercio Sousa, que está à frente do caso, essa não foi a primeira vez que a menina chegou à creche machucada. Há cerca de um mês, ela havia sido atendida com um corte no queixo que necessitou de pontos. O padrasto ofereceu versões contraditórias sobre como as lesões ocorreram, alegando em uma ocasião que a menina havia caído sobre uma mesa de mármore e, em outra, que tinha caído no chão.

No dia da prisão, o homem afirmou à mãe da menina que ela havia sido entregue ao motorista da van escolar sem ferimentos, mas tanto o motorista quanto a monitora contradisseram essa versão. A monitora relatou ter notado um hematoma próximo ao olho da criança durante o trajeto, embora não tenha percebido as manchas de sangue devido ao agasalho da menina.

O delegado Sousa também destacou que uma das marcas no rosto da criança parecia indicar uma possível agressão, com características de marcas de dedos. Em decorrência das denúncias, a Polícia Civil ouviu a mãe, a diretora e a pedagoga da creche, além do motorista e da monitora do transporte escolar.

Após a prisão do padrasto, a polícia aguarda laudos médicos para avaliar a gravidade dos ferimentos e identificar se há lesões adicionais que não foram percebidas inicialmente. Dependendo dos resultados, o caso poderá ser investigado como tortura-castigo, um crime que prevê penas severas. “As investigações continuam. Vamos esperar os possíveis laudos médicos para ver a quantidade de lesões que existem nesta criança”, explicou o delegado.

Até o momento, não há informações sobre a saúde da menina ou sobre quaisquer medidas de proteção que possam ter sido adotadas após a prisão do padrasto. Uma situação que nos faz refletir sobre a necessidade de atenção e cuidado com as crianças em nossas comunidades.