domingo, 01/11/2026

23° Maringá Garoa leve · máx 28° mín 21°

Diário de Maringá

23° Maringá Garoa leve · máx 28° mín 21°

Pais resgatam filha que estava em cativeiro por quase 14 dias no Paraná após estranharem mensagens suspeitas

Uma história de desespero se desenrolou em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, quando uma jovem de 19 anos foi resgatada após ser mantida em cárcere privado pelo namorado. O caso veio à…

Compartilhe:

Uma história de desespero se desenrolou em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, quando uma jovem de 19 anos foi resgatada após ser mantida em cárcere privado pelo namorado. O caso veio à tona quando os pais da jovem, que vivem em São Paulo, começaram a estranhar a forma como ela se comunicava, levando-os a tomar uma atitude corajosa e viajar mais de 500 km para verificar a situação da filha.

No dia 21 de setembro, após identificar o endereço do namorado, o casal acionou a Guarda Municipal, que estava em patrulhamento na área. Ao chegarem ao local, a equipe encontrou a jovem em condições alarmantes, com hematomas visíveis e um estado emocional fragilizado. Segundo relato da Guarda, a jovem informou que estava sendo mantida em cativeiro há cerca de duas semanas, sofrendo agressões físicas constantes.

Durante o período em que esteve presa, a jovem contou que o namorado a impediu de sair, a agrediu fisicamente e ainda quebrou seu celular para evitar que ela pedisse ajuda. Ele utilizava o chip do telefone dela em outro aparelho para enviar mensagens aos pais, criando uma fachada de normalidade que acabou sendo desmascarada. A jovem relatou que recebia ameaças de morte caso tentasse entrar em contato com a família.

O agressor, também de 19 anos, foi detido em flagrante e sua prisão foi convertida em preventiva. Ele responderá por cárcere privado e lesão corporal. A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando esclarecer todos os detalhes dessa situação lamentável.

Esse triste episódio serve como um alerta para a violência doméstica, que ainda atinge muitas mulheres em silêncio. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 197 ou 181, e em casos de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.