A situação da paranaense Thania Cristina dos Santos, de 36 anos, é preocupante. Detida na Indonésia por tráfico de drogas, ela foi flagrada com 3,6 kg de cocaína líquida escondidos em frascos de xampu ao chegar no aeroporto de Bali no último dia 6 de outubro. A legislação indonésia é uma das mais severas do mundo quando se trata de crimes relacionados a drogas, e Thania pode enfrentar penas que vão desde a prisão perpétua até a pena de morte.
Nascida em Cascavel, Thania não foi formalmente acusada ainda, mas continua sob custódia enquanto as autoridades investigam o caso. O advogado Gustavo Paiva, designado pelo Ministério da Justiça para acompanhar a situação, destacou que a quantidade de droga e a maneira como foi transportada podem influenciar no resultado do julgamento. Além disso, a confissão dela à polícia, onde admitiu estar transportando a droga para receber US$ 50 mil, pode ser um fator a ser considerado pela Justiça indonésia.
O advogado ressaltou que, apesar de a pena de morte ser uma possibilidade, a Indonésia não executa sentenciados desde 2016. O Código Penal local permite que a pena máxima seja convertida em prisão perpétua, levando em conta o comportamento do réu. Thania permanece detida enquanto as investigações prosseguem, e o processo judicial pode levar de um ano a um ano e meio.
O Itamaraty já está prestando assistência consular à paranaense, que afirma estar calma frente à gravidade da situação. Casos passados, como o de dois brasileiros executados em 2015 e de uma compatriota condenada a 11 anos em 2022, mostram que as consequências para brasileiros envolvidos com drogas na Indonésia podem ser devastadoras. Assim, o futuro de Thania ainda é incerto e dependerá das decisões das autoridades locais nos próximos meses.



