domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Polícia Civil apreende câmera encontrada em banheiro de escola cívico-militar no Paraná

Nesta quarta-feira (21), o Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, localizado em Cambé, no Norte do Paraná, foi alvo de uma vistoria conjunta realizada pela Polícia Civil (PC-PR) e pela Secretaria de Estado da Educação (SEED-PR).…

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Nesta quarta-feira (21), o Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, localizado em Cambé, no Norte do Paraná, foi alvo de uma vistoria conjunta realizada pela Polícia Civil (PC-PR) e pela Secretaria de Estado da Educação (SEED-PR). A ação foi desencadeada após a descoberta de uma câmera em um banheiro da escola, encontrada por uma aluna dois dias antes.

A câmera, que foi apreendida pela polícia, levanta questionamentos sobre a segurança e privacidade dos estudantes. A RPC, afiliada da TV Globo, apurou que os agentes também estavam à procura de um dispositivo que poderia estar gravando as imagens, mas até o momento não há confirmação de que ele tenha sido encontrado.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelas alunas, o equipamento estava no banheiro há cerca de três anos. Na época, a direção da escola alegou que se tratava de um sensor de fumaça para coibir o uso de drogas no ambiente. Em uma nota, a SEED informou que, durante a vistoria, não foram localizadas câmeras nos banheiros, mas uma comissão foi formada para investigar o caso mais a fundo.

Após a descoberta, um aluno registrou imagens do sistema de monitoramento da escola, revelando que as câmeras eram capazes de captar imagens de áreas que incluíam os banheiros. Alessa Gabriele, uma das alunas, expressou sua indignação ao afirmar que não havia autorização dos responsáveis para a instalação dessas câmeras, enfatizando que se sentiu invadida pela situação.

O colégio, por sua vez, confirmou que possui câmeras de segurança, mas negou que elas gravem imagens internas dos banheiros, afirmando que estão direcionadas apenas às entradas. A direção também alegou que o estudante que acessou a sala de monitoramento o fez sem permissão e que tomará medidas administrativas em relação a atos de vandalismo ocorridos na escola, como a remoção das câmeras.

A SEED-PR reiterou que a resolução que proíbe câmeras em banheiros deve ser rigorosamente seguida e que qualquer violação pode resultar em consequências legais. Uma equipe multiprofissional foi designada para oferecer apoio à comunidade escolar enquanto a investigação avança.

Esse incidente gerou um alvoroço na comunidade escolar e levantou discussões sobre a privacidade e a segurança dos alunos em instituições de ensino. O desfecho da investigação poderá trazer à tona informações importantes sobre a proteção dos direitos dos estudantes e as práticas de monitoramento nas escolas.

Crédito da imagem: Alunos descobrem câmera em banheiro de escola no Paraná