As famílias curitibanas estão em alerta após a Prefeitura de Curitiba anunciar uma mudança significativa na oferta de turmas do Ensino Fundamental. A partir de 2027, a rede municipal deixará de oferecer aulas do 6º ao 9º ano, transferindo gradualmente essa responsabilidade para a rede estadual. Atualmente, 11 escolas atendem cerca de 3 mil alunos neste segmento, e a transição ocorrerá em parceria com o Governo do Paraná ao longo de quatro anos.
Os alunos que estiverem matriculados do 6º ao 8º ano em 2026 poderão concluir seus estudos nas mesmas escolas municipais. Já aqueles que terminarem o 5º ano neste ano serão direcionados a escolas estaduais próximas de suas casas. O secretário municipal de Educação, Paulo Afonso Schmidt, garantiu que a integração entre as redes já está em andamento para facilitar esse processo.
Com isso, a Prefeitura de Curitiba pretende concentrar esforços na ampliação da Educação em Tempo Integral, além de abrir novas vagas na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em 2027, a previsão é que mais de mil novas vagas sejam criadas nas escolas que passarão por essa transição.
Para as matrículas dos novos alunos, a Secretaria Municipal da Educação já definiu um cronograma. Os responsáveis serão informados sobre as escolas estaduais para as quais seus filhos serão encaminhados em 23 de novembro, e as matrículas ocorrerão entre 23 de novembro e 4 de dezembro. O georreferenciamento será o principal critério utilizado, garantindo que as crianças sejam encaminhadas para instituições próximas de suas residências.
A mudança também impactará diretamente os professores. Atualmente, Curitiba conta com 258 docentes que atuam nas turmas do 6º ao 9º ano, e pelo menos 49 deles serão afetados. A Prefeitura está buscando soluções para garantir que esses profissionais possam continuar contribuindo na rede municipal, seja em projetos educacionais ou em turmas dos anos iniciais, com a possibilidade de formação complementar para aqueles que não possuem especialização em Pedagogia.
Essa reestruturação educacional foi embasada por legislações que priorizam a atuação dos municípios na Educação Infantil e nos anos iniciais, enquanto os estados ficam responsáveis pelos anos finais do Ensino Fundamental e pelo Ensino Médio. Atualmente, apenas quatro municípios no Paraná ainda oferecem vagas para os anos finais, o que reforça a necessidade da mudança em Curitiba.



