domingo, 01/11/2026

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Diário de Maringá

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Vendedora de loja no Paraná relata injúria racial ao atender professora que a ofendeu sobre seu cabelo

Na última quinta-feira (15), um incidente lamentável ocorreu em São José dos Pinhais, que envolve um caso de injúria racial. Adriana dos Santos, vendedora de uma loja local, registrou uma queixa no Ministério Público…

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Na última quinta-feira (15), um incidente lamentável ocorreu em São José dos Pinhais, que envolve um caso de injúria racial. Adriana dos Santos, vendedora de uma loja local, registrou uma queixa no Ministério Público do Paraná após ser alvo de ofensas raciais durante um atendimento a uma professora da rede municipal, identificada como Danielle Jacinto.

O desentendimento teve início quando Danielle foi à loja para trocar uma garrafa de água e foi informada de que deveria apresentar a embalagem. A partir desse momento, a situação se deteriorou, e a professora começou a falar em um tom elevado. Segundo Adriana, após pedir que Danielle não gritasse, a professora proferiu comentários sobre a cor de sua pele.

Imagens de câmeras de segurança capturaram as agressões verbais, nas quais Danielle utilizou termos ofensivos e depreciativos. Ela chegou a afirmar: “Sua mal educada. Antes ser velha do que ser feia com esse cabelo que parece uma vassoura. Olha aqui, tem espelho”. As ofensas continuaram, com a professora atacando não apenas a aparência de Adriana, mas também sua etnia. Apesar de saber que estava sendo filmada, Danielle não alterou seu comportamento e até cuspiu em direção à vendedora.

Adriana expressou sua indignação, afirmando que nunca havia enfrentado uma humilhação tão profunda. “Maltratada por ser negra. Não desejo isso a ninguém. Está mexendo muito com o meu emocional”, desabafou. Sua defesa já formalizou a denúncia de injúria racial junto ao MP-PR.

A Prefeitura de São José dos Pinhais se manifestou, informando que está investigando o caso e que tomará as medidas administrativas cabíveis, ressaltando que, embora o episódio tenha ocorrido fora do ambiente escolar, não compactua com qualquer forma de discriminação.

A equipe de reportagem da RPC, afiliada à TV Globo, tentou contatar a defesa da professora, que afirmou ainda não ter sido notificada pelo MP-PR e que se pronunciará apenas após ter acesso completo aos autos do processo.